Iporá,


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:: OPINIÃO/ARTIGOS



-> 08.01.2010
Entrevista com Rubens Otoni, deputado federal (PT-GO)




“Meu nome está à disposição para unir a base do presidente Lula em Goiás”

O que pensa um dos mais influentes políticos de Goiás junto ao Presidente Lula?

Em entrevista à Virtnet, o Deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), fala das ações do governo federal, avalia os desafios do Partido dos Trabalhadores nas próximas eleições, comenta sobre os reflexos dos seminários que realizou no estado e da importância do interior no processo de desenvolvimento, da sua relação com o prefeito José Antônio (Iporá), comenta sobre as eleições de 2010 e o suposto rompimento entre o governador Alcides Rodrigues e o senador Marconi Perillo e coloca seu nome à disposição do Presidente Lula e dos partidos aliados para disputar o governo do estado.
 
 
Deputado, qual a avaliação do senhor sobre o desempenho de Goiás nesse ano de 2009, ano de turbulência na economia mundial?  

Rubens Otoni – Minha avaliação é que o ano de 2009 foi extremamente positivo não somente para Goiás, mas para o Brasil. 2009 demonstrou que o Brasil é um país preparado não apenas para enfrentar a crise, mas para grandes desafios. No momento de grave crise mundial,  o Brasil foi um dos países a entrar por último e o primeiro a sair. O Brasil que era sempre visto como um país problema, nesta crise foi bem apresentado ao cenário internacional. E, nesse cenário, o Estado de Goiás se destaca mais ainda. Goiás cresceu, nesse ano de 2009, acima da média nacional e está entre os estados da federação que se apresentam como um estado com grande potencial para os próximos anos. A minha avaliação é que Goiás fecha o ano de 2009 de maneira muito positiva e seguindo os passos do país.  
 
Avaliando o desempenho do PT em 2009, o senhor acredita que o partido continua crescendo? 

A minha avaliação é que o Partido dos Trabalhadores tem um grande desafio no Estado de Goiás de chegar a todas regiões, de estar presente como força política e de se credenciar para administrar o Estado. O ano de 2009, no meu entendimento, contribuiu para isso. O PT vive um bom momento no Estado de Goiás, um momento de fortalecimento da sua presença no interior na formação de novas lideranças, da oportunidade de administrar municípios tendo prefeito, vice-prefeito e em alguns lugares tendo secretários municipais. E um grande passo que nós demos em 2009 foi construir um novo projeto para o Estado de Goiás. Enquanto as principais forças políticas do Estado focaram na discussão de nomes, o PT se preocupou em discutir um projeto para o Estado de Goiás. O projeto “Goiás de todos nós”, iniciativa tomada pelo nosso mandato, foi um referência positiva para o Estado, já que tivemos a oportunidade de andar todo o estado, recolhendo sugestões e idéias para podermos elaborar um projeto de desenvolvimento econômico e social para Goiás. Precisamos de líderes para capitanear esse projeto. Precisamos ouvir a sociedade. É preciso pensar o futuro desse Estado e de maneira bastante propositiva e competente.

O deputado realizou o Seminário "Goiás de Todos Nós" em todas as regiões do estado

Dentro do projeto “Goiás de todos nós”, o senhor promoveu um seminário na região Oeste, em Iporá, reunindo mais de 200 pessoas de dezenas de cidades. O que foi possível perceber com esse seminário?  

Primeiro, esses seminários têm sido muito importantes, no sentido de podermos levantar o diagnóstico de cada região. Em cada seminário temos tido a participação de prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores e representantes da sociedade organizada, independente de partido político e com espaço para que eles falem, eles apresentem a realidade, e eles tem apresentado. Além do diagnóstico, tem sido apresentado os problemas, as dificuldades, as reivindicações, e, principalmente, idéias interessantes, criativas e de potencial de cada região.  Fizemos seminários em Morrinhos, na Região Sul; fizemos seminário na Região Oeste, em Iporá; fizemos seminário na Região Sudoeste; em Rio Verde; fizemos um seminário no Entorno de Brasília, em Valparaíso. Em todos os lugares recolhemos sugestões, do que pode ser apresentado. Por exemplo, para Iporá, foi levantada a necessidade de melhoria do atendimento na área da Saúde; a necessidade de pavimentação de rodovias. A região Oeste tem um grande potencial, mas precisa de investimentos que melhorem sua infraestrutura e potencializem a sua vocação turística. Todas essas sugestões foram reunidas em um Plano de Desenvolvimento Econômico e Social para Goiás, que será apresentado à sociedade.

O senhor foi um dos que mais lutou pela instalação de um Instituto Federal de Educação Tecnológica em Iporá. Qual é a importância desta unidade? 

O Ifet é mais do que uma porta de entrada para o mercado de trabalho; ele influencia em toda a dinâmica econômica da região. O Instituto atrai pessoas interessadas em oportunidades de qualificação, atrai empresas interessadas em mão-de-obra qualificada, facilita a inserção dos jovens no mercado de trabalho, gera emprego, renda e movimenta a economia. É uma grande obra do Governo Federal, que no segundo semestre já deve estar em pleno funcionamento, beneficiando toda a região Oeste.  
 
Como o Sr. vê as chances de unir os aliados do presidente Lula em uma só chapa em Goiás na disputa eleitoral deste ano? 

Não é uma tarefa fácil, mas eu estou determinado a trabalhar com toda disposição para que esses partidos da base do presidente Lula, aí cito o PT, PMDB, PR, PSB, PCdoB, PDT, PRB, do PP do governador Alcides Rodrigues, possam estar em uma única chapa majoritária com vagas para governador, vice, duas vagas ao senado e quatro vagas de suplente de senador. Repito, não é uma tarefa fácil, mas vou trabalhar nesse sentido. Hoje, existe uma movimentação forte do governador no sentido de viabilizar uma nova chapa para disputar o governo, mas na hora certa, no momento oportuno, que eu avalio que será após o mês de março, todos terão que pensar muito sobre qual passo que darão. E, de repente, nesse momento, esses partidos poderão repensar o seu posicionamento e se unirem em torno de uma única chapa ao governo e escolher um nome que tenha trânsito em todos esses partidos e que possam unificar todas essas legendas.

O PMDB o PT e o PP poderão caminhar unidos nas eleições de 2010 em Goiás?

O senhor é esse nome? 

Meu nome está à disposição para unir a base do presidente Lula em Goiás. Tenho trânsito fácil em todas as legendas, do PP de Alcides Rodrigues ao PMDB, de Iris Rezende. Se no momento da decisão os partidos entenderem que o meu nome é o nome capaz de aglutinar, então estarei pronto para a disputa.  

Essa chamada terceira via ajuda a aglutinar a base do presidente Lula em Goiás? 

Eu acho importante essa iniciativa do governador Alcides Rodrigues de tentar unificar sua base, mas eu tenho o entendimento que o melhor caminho para podermos vencer as eleições em 2010, representando um novo momento político no Estado, será estarmos todos juntos em uma mesma chapa. Mas de qualquer maneira, essa movimentação contribui para unir a base do Governo do Estado e no momento mais propício, lá na frente, poder avaliar qual poderá ser o desdobramento e a composição final para forma a chapa. 
 
Qual a principal dificuldade para aglutinar os partidos da base? 

Eu avalio que sejam as diferenças e disputas históricas em Goiás entre o PMDB e o bloco ligado mais ligado ao governador Alcides Rodrigues. Isso é natural que essas diferenças e essas disputas não sejam superadas de uma hora para outra. É preciso muito diálogo, muito entendimento do que isso significa para futuro do Estado.  
 
Deputado, fazendo uma avaliação da questão política em Goiás em 2009, acredito que o grande fato político foi a consolidação do rompimento entre Alcides Rodrigues e Marconi Perillo. A que o Sr. atribui esse rompimento? 

O projeto do “Tempo Novo”, que unificava não apenas o PSDB e o PP, mas que ia do DEM até o PCdoB, se esgotou e abriu um vazio, um vácuo a ser ocupado por novas propostas. E, nesse sentido, nós visualizamos a oportunidade de criarmos um novo espaço referenciado na união na base do Governo Federal, da base do presidente Lula em Goiás, e temos trabalhado por isso. Mas à medida que o Tempo Novo foi se esgotando, cada partido que participava dele foi buscando novos caminhos. O PC do B que estava no Tempo Novo, hoje não está mais; PSB que estava no Tempo Novo, hoje não está mais, o PR, que era PL, estava no Tempo Novo, hoje não está mais; PP, do governador Alcides Rodrigues, que estava no Tempo Novo, hoje não está mais. Então, hoje, com esses partidos distanciados do PSDB abra um espaço vazio na política de Goiás a ser ocupado por uma nova proposta, por um novo projeto. E é nesse rumo que estamos trabalhando. 
 
Essa parceria entre o presidente Lula e o governador Alcides Rodrigues, além do reflexo administrativo, tem reflexo político como o senhor avalia essa aproximação?

Em primeiro lugar, é importante destacar e reconhecer que a parceria existente entre o Governo Federal e Governo do Estado de Goiás e uma parceria extremamente positiva para  nosso Estado e tem rendido inúmeros benefícios para toda a população goiana. Os investimentos, recursos e as obras que estão sendo desenvolvidas se devem também a essa disposição do governo do Estado de Goiás de estar próximo, estar sintonizado e ser parceiro do Governo Federal. Isso facilita e muito as ações do Governo Federal. É claro que uma parceria administrativa positiva como esta naturalmente caminha para uma parceria política.  Eu já sinalizava isso lá trás e, hoje, o que ocorre é que além da parceria administrativa existe uma aproximação política entre o presidente Lula e o governador Alcides Rodrigues e que eu estou convencido que dará muitos frutos positivos já agora na eleição de 2010.

                           Relação politica entre Alcides e Lula poderá influenciar nas eleições?

Nas últimas eleições municipais o PT lançou candidatura própria em Iporá, isso não poderá prejudicar uma futura aliança com o PMDB, que venceu o pleito? Qual sua relação com o prefeito José Antonio?
 
De forma alguma. Temos uma ótima relação, de companheirismo e respeito, com o prefeito José Antônio, tanto que fizemos em maio do ano passado uma visita a ele e à câmara municipal para demonstrar nossa intenção de trabalhar em parceria, independente de questões partidárias. É assim que fazemos política. O momento eleitoral é o momento da disputa, mas passadas as eleições, é hora de unir forças para promover o bem do povo e o desenvolvimento da cidade. É assim que o PT trabalha e é isso que temos feito.

                       Rubens Otoni e o prefeito José Antônio: "Relação de companheirismo e respeito"



Foi(ram) postado(s) 1 comentário(s) sobre esse artigo/opinião.

Comentário nº 1, enviada em 10:42:01, 12-01-2010

Enviado por: José Humberto dos Anjos
Com certeza o nome mais indicado para Goiás é o Rubens. Para as próximas eleições só há um slogam: NEM MARCONI, NEM MEIRELES: EM 2010 A ESPERANÇA EM GOIÁS É VERMELHA. DILMA PRESIDENTE, RUBENS GOVERNADOR!



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