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-> 29.04.2010
Artigo científico comprova a eficácia da Homeopatia no combate à dengue
Artigo científico dos médicos Vagner Barnabé, Sylvio Antonio Mollo, Renata Lemonica, Paulo Sérgio Jordão Daruiche e Eduardo N. Takeyama demonstra a eficácia da homeopatia no combate à dengue. Com excessão do Dr. Sylvio Mollo, os demais médicos estarão em Iporá neste sábado.
Veja o artigo a seguir:
PROFILAXIA HOMEOPÁTICA EM EPIDEMIA DE DENGUE USANDO CHINA OFFICINALIS
Vagner Doja Barnabé 1
Sylvio Antonio Mollo 1
Renata Lemonica 1,2
Paulo Sergio Jordão Daruiche 1,3
Eduardo N. Takeyama 1,3
1 – Grupo de Estudos Homeopáticos de São Paulo “Benoit Mure”
2 – Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
3 – Médicos Homeopatas de Unidades de Saúde do SUS - SP
Justificativa: Pela importância epidemiológica que a dengue assume no cenário de saúde pública, procuramos realizar a profilaxia dessa moléstia com o uso de terapêutica homeopática.
Objetivos: Realizar homeoprofilaxia contra a dengue durante a epidemia de 2007 na cidade de Penápolis – São Paulo, bem como demonstrar a eficácia da Homeopatia na profilaxia de doenças epidêmicas quando se segue rigorosamente a arte hahnemanniana de abordagem das epidemias a partir da escolha do gênio epidêmico.
Metodologia: Foi realizado um estudo prospectivo, conduzido pelo GEHSP “Benoit Mure”, com enfoque na diminuição da incidência da dengue, na cidade de Penápolis, Estado de São Paulo, durante a epidemia de 2007. Partiu-se da coleta e análise dos sinais e sintomas mais característicos e peculiares da moléstia, com o objetivo de caracterizar o gênio epidêmico, conforme ensinado por Hahnemann, a partir deste estudo, o medicamento que mostrou-se homeopaticamente mais semelhante foi China officinalis. A potência utilizada foi a CH30, administrada em dose única na forma líquida, duas gotas, por via oral.
...................A administração das doses foi realizada em forma de campanha. A população foi sensibilizada através dos meios de comunicação (jornal, rádio e TV locais), dos agentes de saúde e dos atendimentos de rotina nos Postos de Saúde. Em conjunto com a Secretaria de Saúde do Município (que cedeu toda a logística e funcionários), sob a coordenação dos médicos do GEHSP “Benoit Mure”, foram medicados 12.182 indivíduos, que acorreram voluntariamente aos postos de toda a rede municipal no dia 14 de abril de 2007.
...................Foi feito um cadastro rigoroso dos indivíduos expostos a homeoprofilaxia, gerando um banco de dados gerenciado pela Vigilância Epidemiológica do Estado, que possibilitou a análise estatística dos resultados obtidos num período de 30 dias durante a vigência da epidemia, comparando a incidência dos grupos de expostos ao medicamento homeopático e dos não expostos.
Resultados: O confronto dos dados colhidos dos registros da Vigilância Epidemiológica (casos de dengue confirmados e divulgados) com os nossos registros (indivíduos expostos à China CH30) obtemos o resultado do impacto da profilaxia homeopática nesta epidemia.
Em uma população total de 58.613 indivíduos, um grupo de 12.182 indivíduos foram expostos ao medicamento homeopático, perfazendo uma amostra de 20,78% da população total. No período de 19/04/2007 a 18/05/2007 o grupo exposto à China CH30 apresentou 48 casos de dengue ( percentil de 0,3940) , enquanto que o grupo não exposto apresentou 358 casos (percentil 0,7710) . A análise estatística dos dados obtidos nesse período mostra um RR de 1,34 (1,09 – 1,67), ou seja, os indivíduos que não foram expostos à homeoprofilaxia foram submetidos a um risco 34% maior de contrair a dengue do que os indivíduos que foram expostos . Por outro lado, a análise da incidência da dengue nos dois grupos mostra que a homeoprofilaxia reduziu em 25,15% o número de casos de dengue.No período estudado, ao realizar a homeoprofilaxia em toda a população, teríamos tido uma diminuição de 122 casos do total de 488 casos ocorridos.
Conclusão: O presente estudo permite concluir pela eficácia do método homeopático Hahnemanniano, a partir da determinação do gênio epidêmico, nesta epidemia de dengue, no local estudado. Os resultados obtidos, estatisticamente significativos, comprovam a eficácia do método utilizado. Os dados epidemiológicos autorizam-nos, pela instrumentalização com dados objetivos e oficiais, a elaborar protocolos de combate à dengue – bem como a toda e qualquer moléstia para a qual se encontre o gênio epidêmico mais homeopaticamente adequado para cada momento epidemiológico.
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